A Reforma do Estado

Há quantos anos andamos a ouvir falar da Reforma do Estado? Há muitos e mais insistentemente desde há dois ou três, altura em que esta mesma reforma tem sido discutida como necessidade imperiosa. Contudo, muito pouco se conseguiu fazer.

Filipa Pereira
Outubro 18, 2013
10:27

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Ricardo Florêncio

Director da revista Executive Digest

Editorial publicado na edição de Outubro de 2013 da revista Executive Digest

Reformar o Estado pressupõe que se conclua que Estado desejamos. Que papel deve ter o Estado, em que áreas e de que modo deve atuar e, consecutivamente, que dimensão deverá ter.

É óbvio, logo à partida, que o Estado actual não é o que precisamos nem desejamos, por um vasto conjunto de motivos e razões, havendo hoje em dia, dois mais evidentes que os outros todos. O primeiro é que o Estado hoje é um polvo, cujos tentáculos estão presentes em todo o lado, sendo claramente um entrave, uma adversidade, um problema. Por outro lado, as razões financeiras: não temos dinheiro para pagar este Estado!!!

O Estado ao longo das últimas décadas engordou. Alargou, espalhou-se, tornou-se omnipresente.

É agora normal e imprescindível que emagreça. E essa mudança de rumo vai ter feita mais cedo ou mais tarde (quanto mais cedo melhor), de uma forma faseada ou mais violenta (que parece ser o movimento a seguir, já que não estamos a conseguir fazê-la faseada).

Esperamos assim pela apresentação do Orçamento de Estado para 2014, bem como a sua discussão, para termos mais algumas pistas do futuro que nos espera.

Atendendo a que esta questão estará em cima da mesa nos próximos tempos, a “Reforma do Estado”, será assim o tema da V Conferência Executive Digest, a ter lugar em Novembro próximo. Será um fórum de discussão, partilha de experiências e opiniões, onde certamente serão apresentados caminhos e soluções possíveis.

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